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Nossa história

O estudo Situação Mundial da Infância 2019, publicado pelo UNICEF, órgão da ONU com a missão de defender e promover os direitos da criança no mundo, afirma que 149 milhões de crianças menores de cinco anos sofrem de déficit de crescimento e quase 50 milhões têm baixo peso; 340 milhões sofrem a fome oculta, que é uma séria deficiência de vitaminas e minerais.

Sensível a essa realidade, o Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras – PIME, iniciou em 1965 o projeto “Adozioni di amore” na Itália, criando a possibilidade de uma família italiana apadrinhar uma criança nas várias missões em que o PIME está presente, assegurando- lhe um cuidado integral: saúde, alimentação e educação durante o dia inteiro.

Era uma ideia inovadora, destinada a ter grande sucesso. Nos anos 80, o “Sostegno a Distanza”, como passou a ser chamado na Itália, chegou a ter 20 mil crianças apadrinhadas anualmente. Hoje, com a multiplicação de institutos que fazem um trabalho semelhante, o número é de 12 mil, mas as formas de ajudar estão sempre crescendo. O PIME iniciou posteriormente a ONG New Humanity, que realiza projetos de desenvolvimento e sustenta 90 diferentes projetos nas regiões mais empobrecidas do globo.

Podemos fazer parte desse cuidado

Até então, o Brasil tinha sido destinatário do projeto Sostegno a Distanza recebendo ajuda de padrinhos e madrinhas italianos. Mas, em 2018, entre um grupo de amigos em Brasília nasceu o desejo de contribuir com este mesmo projeto. Formou-se o primeiro grupo de padrinhos brasileiros. Assim, nasceu o Cuidado a Distância que, como extensão do projeto italiano, conservava suas características de uma relação pessoal e um olhar sobre o mundo.

Você poderia perguntar: se o Brasil é um país com tantos problemas sociais, porque ajudar crianças de fora? Essa questão tem dois lados importantes. Primeiro, existe a possibilidade de ajudar crianças brasileiras e nós atualmente sustentamos instituições na periferia de São Paulo e em Macapá (crianças especiais). Mas, de outro lado, não podemos esquecer que a situação das crianças é ainda mais dramática em outros países onde muitas vezes não existe escola pública (e as crianças que não podem pagar ficam excluídas) ou faltam condições básicas de alimentação e saúde. Basta lembrar que em 2016, aproximadamente 2,5 milhões de crianças morreram de fome ou de causas associadas à desnutrição no mundo .

O Cuidado a Distância quer nos lembrar que somos todos irmãos e irmãs e que vale a pena expandir os horizontes para o resto do mundo, não só para cuidar, mas para aprender e crescer com outras culturas.

Cfr.
https://www.vaticannews.va/pt/mundo/news/2018-10/cinco-criancas-morte-por-minuto-mundo-desnutricao.html

Leia o relatório completo em
https://resourcecentre.savethechildren.net/node/9951/pdf/unequal_portions_portuguese_version.pdf

Quer ser padrinho ou madrinha?

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